7 personagens que deram errado e tornaram-se cômicos



Construir uma narrativa que faça sentido como conjunto, com todos os detalhes coerentes com a proposta do roteiro, não é uma tarefa fácil. Quando se trata dos personagens que vão interagir nesta trama, a coisa é até mais complicada. Afinal, os profissionais envolvidos têm inúmeros detalhes para se preocupar e a relação entre realizadores e atores nem sempre acontece com fluidez.

Então, muitas vezes intenção e resultados são bastante diferentes. Ou, mais complexo ainda, a intenção não era a mais adequada, entrando em choque com outros aspectos. Nisso, personagens que deveriam ter uma determinada carga conceitual acabam, vez por outra, causando risadas na plateia e comprometendo a experiência. Lembrando que, no meio de uma grande indústria, é normal que algumas coisas escapem do controle do diretor ou dos atores.

Porém, se o resultado final é muito destoante ou equivocado, não há como deixar de comentar. Por isso, separamos aqui alguns personagens que deram errado e escorregaram para o cômico, quebrando totalmente o clima. Vamos ver agora quais foram esses deslizes.

7 personagens que deram errado e tornaram-se cômicos

1 - Jar Jar Binks (Star Wars: Ep. 1 - A Ameaça Fantasma)

Jar Jar Binks foi concebido como alívio cômico? Sim. então, por que está nesta lista? Porque foi cômico demais, mostrando a falta de sutileza de George Lucas na direção. É evidentes que a trilogia prelúdio, retomada em 1999, iria seguir várias fórmulas consagradas, como a de um parceiro alienígena à la Chewbacca. Só que Jar Jar parece um personagem tirado de outro filme e encaixado à força naquela trama, fazendo palhaçadas a todo momento.

No fim, é uma criatura digital exótica cuja presença garante mais um brinquedo à venda. Poderia ter sido apenas isso, mas Lucas achou que valia a pena investir em um presença divertida. Não é divertido e os comentários engraçados que gerou entre os fãs são mais interessantes que o próprio personagem.

2 - Agente Smith (Matrix Revolutions)

Um grande vilão, na atuação e na motivação, que foi absolutamente estragado em uma continuação. Desnecessária para dizer o mínimo. Matrix poderia ter parado em seu primeiro filme e poupar o ator Hugo Weaving – e o público – do constrangimento que foi Matrix Revolutions, terceiro da série. O motivo nem diz respeito à confusão geral da trama, mas sim à abordagem e “evolução” do personagem.

O Agente Smith chegou a virar meme por conta de uma risada vilanesca e satânica, filmada em close. Acabou com qualquer pretensão de seriedade insinuada até ali, criando uma imagem que hoje seria bastante utilizada em figurinhas do Whatsapp. O ator pareceu ter percebido que não dava mais para levar aquilo a sério. Se quem faz não leva a sério, por que o público deveria?

3 - Coringa (Esquadrão Suicida)

Aqui é uma conjunção de fatores que prejudicam a atuação e a percepção do público. Jared Leto é um bom ator, de fato, mas já largou com um peso nas costas, que era a comparação com o Coringa de Heath Ledger. O filme também não ajudou e a participação foi muito pequena. O que há para comentar, então?

O visual deste Coringa lembrava um funkeiro, o que rendeu vários memes hilários, transformando essa versão em uma piada, mais do que qualquer coisa. O sarro ainda aumentou quando o filme de Joaquin Phoenix chegou arrebentando. Triste, mas é a realidade.

4 - Rod Williams (Corra!)

Mais um caso que denota uma ausência de sutileza por parte do diretor. Jordan Peele fez barulho com Corra!, ao se propor a criar um Terror que lidasse aberta e diretamente com questões raciais. Foi bem recebido, mas chama atenção um detalhe que nos lembra que Peele veio do meio da comédia, uma informação estranha para quem não o conhecia antes.

A inclusão de um amigo do protagonista, Rod, vivido pelo também comediante Lil Rel Howery, que interage na trama através do telefone é questionável ao extremo. O motivo é que as tensões que roteiro busca criar são diluídas pelo histrionismo de Howery, cujo personagem parece estar até em outro filme, já que está longe do incidente principal. Isso se chama má direção de atores, de uma forma bem eufemística.

5 - Juiz Dredd (O Juiz)

A primeira iniciativa de levar o mítico personagem das HQ’s inglesas para o Cinema foi em 1995, com Sylvester Stallone no papel principal. Um completo mico do ator, que não tinha a menor noção sobre o que era a história, em um filme onde o protagonista transita do truculento ao engraçadão, sem saber direito o que deveria ser feito.

A comédia em torno de um personagem que não tem nada de cômico fica ainda pior, já que o comediante Rob Schneider atua como parceiro involuntário, colocando Dredd em situações constrangedoras. Um excelente exemplo de como violentar um material fonte.

6 - Raymond Sellars (Robocop - 2014)

A polêmica já vinha na ideia de recriar o icônico Robocop para uma nova audiência. A responsabilidade foi grande, já que críticas de todo tipo não faltariam. O filme apresentou conceitos interessantes em uma realização bem irregular, mas falhou miseravelmente exatamente em um dos pontos chave: seu vilão.

Ao veterano Michael Keaton, coube a tarefa de compor um executivo de alto escalão com uma carga de ambiguidade. Talvez por ser mal dirigido, Keaton perde a mão na atuação em diversos momentos, encostando no exagero dos personagens cômicos que interpretou, como Beetlejuice. O texto não ajudou, mas um ator melhor no papel, ou melhor orientado, poderia ter valorizado o conjunto um pouco mais.

7 - Peter Parker (Homem-Aranha 3)

Tobey Maguire não foi uma unanimidade entre fãs do Homem-Aranha, mas o ator deu munição aos detratores em Homem-Aranha 3. Protagonizou sequências hilárias, que jogaram qualquer credibilidade da história no lixo, quando o inocente Peter Parker estava sob a influência do simbionte alienígena. Existe quem argumente que foi algo deliberado da parte do diretor Sam Raimi. Isso é indiferente, na verdade.

Mesmo que seja o caso, a verdade é que o personagem caiu na vala do cômico a partir daquele momento. Assim, nada mais que viesse depois poderia ser levado a sério, então, calculado ou não, foi um protagonista que deu errado, sacrificando com ele toda a narrativa. Se esse papo das intenções for verdade, a coisa fica até pior, já que ganhar milhões para fazer aquilo é imperdoável.

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